HUMBERTO MENEGHIN
Entrou no palco dedilhando o celular com uma
expressão de alegria pelo rosto nem parecendo que estava diante de muitas
pessoas para proferir uma palestra. Acomodando-se num trono improvisado, a
“mestra” fez um sinal com uma das mãos para alguém que estava pela platéia,
enquanto o dileto servidor ajustava-lhe o microfone. Esse alguém, uma mulher
baixa, na casa dos trinta, se dirigiu ao palco e se colocou frente a outro
microfone. Então, a “mestra” guardou o celular e disse: “A Nandinha, essa é a
Nandinha. Fala Nandinha! Fala, filha!”




















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