26 de novembro de 2017

CONTEMPLE A ORQUÍDEA




HUMBERTO J. MENEGHIN


Não se sabe ao certo quantas espécies de orquídeas existem no planeta, no entanto, inegavelmente a maioria das pessoas que se deparam com uma orquídea aparentemente acham-na bonita e adoram. Outros mais se entusiasmam e começam a cultivá-las chegando ao ponto de terem mais de cem em casa. Beleza à parte, as orquídeas são um belo instrumento de contemplação e meditação.







Além de nos presentearem com a sua beleza pelo ambiente, seja em casa, no trabalho, num jardim ou estufa, muitos de seus possuidores e colecionadores não se preocupam em contemplá-las tendo-as apenas como um passatempo, muito embora cuidem muito bem delas.








No entanto, para aqueles que são adeptos da prática e tentativa de concentração e meditação, uma orquídea que seja se torna um excelente objeto para apurar o foco e a consequente redução de pensamentos durante o processo.


Phaleosofis, cattelya, dendrobium, oncydium sharry baby conhecida como chocolate são as espécies mais vistas em lares, jardins de inverno, consultórios, certas lojas e até em alguns espaços de Yoga.








Então, diante de uma bela orquídea você se acomoda da melhor forma, pois você tem a intenção de contemplá-la, tentar meditar por um momento. A orquídea está na direção dos olhos a cerca de um braço de distância e num primeiro momento nuances das cores impactam os olhos, seguida pela forma da flor, a textura, a delicadeza.


Folhas mais firmes e de um verde intenso são notadas, as hastes, bulbos e então o olhar se concentra bem ao centro da orquídea, notando mais forma e outra tonalidade de cor. Algumas contém linhas, pontos, pequenos círculos e os olhos daquele que vê passeiam sem pressa pela planta.


Os sons externos não incomodam, nem uma televisão ligada noutro cômodo. A mente foca a bela orquídea, as cores, formas, texturas e bem no centro enxerga uma forma peculiar que se parece com uma bailarina, criança, um ser de outro planeta, um pequeno chinês.








A respiração está leve e suave, os olhos se fecham por um momento e sem pedir a retina devolve a imagem da bela orquídea contemplada. Uma respiração mais profunda acontece, os olhos se abrem, a orquídea está na sua frente e tudo está bem.

Harih Om!


Crédito das fotos: Humberto J. Meneghin

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