22 de julho de 2012

JNANA MUDRA: O GESTO QUE VOCÊ JÁ CONHECE



HUMBERTO MENEGHIN


Um dos primeiros mudras que o praticante de Yoga aprende quando se inicia na prática é o jnana mudra, o gesto do conhecimento. De simples execução, as pontas dos dedos indicadores e polegares de ambas as mãos se unem e formam um círculo em cada uma, enquanto os demais dedos se mantém estendidos de uma forma confortável; no entanto, muitos podem confundi-lo com o chin mudra, aparentemente semelhante, mas cuja execução difere em um ponto.


Conectando os pólos positivo e negativo que são representados pelos indicadores e polegares de cada mão, o praticante que investiga o jnana mudra senta-se de forma confortável e estável seja numa cadeira ou pelo chão em ardha padmásana ou noutro ásana indicado à prática de meditação e mantém as palmas das mãos relaxadas, voltadas para baixo, comumente apoiadas aos joelhos. Então, começa de certo modo a tentar meditar; pois a grande maioria dos praticantes adotam este mudra como um selo facilitador ao estado meditativo.







Também utilizado em conjunto com a execução de pranayamas e de alguns ásanas, uma vez que ocorre um estímulo no processo respiratório, o jnana mudra vai induzir o praticante a se concentrar no ajna chakra, trazendo uma maior introspecção e a consequente percepção do conhecimento intuitivo, enquanto o circuito eletromagnético no corpo sutil se fecha impedindo que o prana se dissipe.








Simbolizando sabedoria na iconografia Hindu, o jnana mudra também pode ser realizado de uma forma fechada, onde os indicadores se posicionam exatamente na base dos polegares; aliás, parece que esta forma que é considerada a correta, uma vez que na variação mais conhecida onde os polegares e indicadores se tocam pelas pontas formando círculos, há a tendência desses dedos se separarem com maior facilidade no momento em que se perde a consciência corporal.








Por sua vez, o chin mudra, o gesto da consciência tem a execução semelhante ao jnana mudra quanto ao posicionamento dos dedos; no entanto, as palmas das mãos permanecem voltadas para cima, numa forma de receptividade, enquanto os dorsos das mãos ficam apoiados sobre os joelhos, na medida do possível.








No dia a dia, algumas pessoas que normalmente aguardam por alguma coisa tem o hábito inapropriado de tamborilar os dedos contra uma superfície plana denotando impaciência.


Se aquele ou aquela que tem este tipo de hábito parar por um momento e colocar os dedos das mãos em jnana mudra ou chin mudra poderá quem sabe diluir o estado de impaciência, reduzir o estresse, estabilizar os sentidos e sentir um lampejo de paz; e, isso, também vale para quem se incomoda ao ver e ouvir esse alguém muito impaciente, que na verdade usa o tamborilar dos dedos contra qualquer superfície plana para unicamente solicitar atenção imediata no que pretende.

Harih Om!

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